PATROCÍNIO
INCENTIVO

CA 1600/001/2014

2017 Cecilia Schiavo

caminhando e cantando e

caminhando e cantando e

caminhando e cantando e

caminhando e cansando e

caminhando e sentando e

deitando e dormindo

Enzo Banzo é um artista que transita entre as linguagens da canção e da poesia escrita.

Em 2017, lançou seu primeiro disco solo, o álbum "Canção Escondida", em que apresenta seu trabalho de musicar poemas publicados em livro por outros autores. No repertório, textos de  Luís de Camões, Arnaldo Antunes, Carlos Drummond de Andrade, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Marcelino Freire, Clara Averbuck, Danislau e Cleusa Bernardes, todos musicados por Banzo. O disco, com produção musical assinada por Saulo Duarte, tem patrocínio do Instituto Algar por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais.

Publicou o livro "Poesia Colírica" (Editora Letramento/2014), em cujo prefácio Marcelino Freire comenta: Enzo Banzo é este bem-aventurado poeta. Que diz o que tem de ser dito. Atrás de nosso ouvido. Baixinho e contundente. Uma poesia de mãos dadas. Menos romântica e mais fraterna. Correndo ao nosso lado. Mas distante de nossa pressa.

Enzo Banzo é conhecido como integrante da banda mineira Porcas Borboletas, com a qual atua desde 1999, lançou quatro discos e fez shows em todo Brasil e exterior. Além de seu trabalho solo e com banda, Banzo produziu o disco de estreia da cantora Daniela Borela em 2011, e foi músico e produtor musical no Grupo Emcantar entre 1998 e 2009.

Tem composições solo e em parceria gravadas por Porcas Borboletas, Vitrola Sintética, Felipe Antunes, Diego Mascate, Daniela Borela, Grupo Emcantar e Quarteto Vagamundo. Sua composição "Menos", parceria com Clara Averbuck gravada pelos Porcas Borboletas, foi eleita uma das 25 melhores de 2009 pela revista Rolling Stone BR.

Banzo trabalha ainda como pesquisador e arte-educador. Mestre em Estudos Literários,  sua dissertação "Noel Rosa Pau-Brasil: poesia como falamos" aproxima o cancioneiro de Noel ao projeto poético de Oswald de Andrade. Com crianças e adolescentes de bairros de periferia, desenvolve o projeto Dedo de Verso, voltado para a criação literária em poesia escrita, falada e cantada.